Neve

Primeiro dia de neve de verdade (tinha caído uns flocos outro dia, mas na quantidade que a RBS costuma jogar sobre a Serra Gaúcha). Primeira reação ao abrir a janela:

“UAU”.

Segunda reação:

“FODEU”.

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Manhãs de bicicleta

Durou pouco, mas aproveitei o final de verão e começo de outono, enquanto as orelhas ainda não congelam no vento, pra fazer uma parte do caminho pro trabalho de bicicleta. Com a inscrição anual no sistema de transporte público daqui, o sistema de Bixi sai por 19 doletas/ano, o que é uma mão na roda pra pequenas e médias distâncias, principalmente onde não tem um metrô perto.

E daí que eu aproveitei umas belas manhãs nesses dias:

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Halloween

Meu primeiro Halloween:

O dia certo é hoje, mas no final de semana inteiro já rolavam fantasias pela rua e festas temáticas. Fomos em duas.

Na sexta fomos com a Ashorkor ver isso.

É uma espécie de show/teatro/musical baseado nesse filme, que é projetado no telão ao mesmo tempo que atores reinterpretam as mesmas cenas no palco, com uma narração tirando sarro de tudo. Já seria divertido só o filme e a interpretação, é ainda mais podendo interagir, tomar cerveja e jogar coisas nos outros e gritar (faz parte do espetáculo, aliás).

Todo mundo fantasiado e passando frio pra mostrar as coxinhas, já que a festa pedia uma lingerie à mostra. Uma belezura. Mas como sou pudico e respeitoso, não fiz fotos.

 

O segundo evento foi menos trash, num bar perto de casa, sábado à noite, com o Filipe e a Cristina. A Cindy foi de indiana, eu de Kadhafi Zumbi. Bastante gente fantasiada também, era uma noite de música/conto com esse cara. Climão de Tom Waits (motivação inicial), banda boa, cervejas ótimas*, pena que acabou cedo.

Cristina e Cindy

Libyan Brains!

Fazer a fantasia foi uma diversão à parte: comprar um lençol velho com uma estampa kitsch (busquem kadhafi aí no gugol), mais um pano meio brilhante, fazer um chapeuzinho típico, amarra tudo e taca maquiagem e sangue por cima. Não fosse tanto trabalho, faria isso todos os dias.

Aliás eu até queria vir fantasiado pro trabalho hoje, mas e a vontade de fazer tudo de manhã cedo? Aliás, chez Megabrands tá uma fauna de elfos, monstros e personagens de World of Warcraft, entre outras coisas. Falhei na integração.

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Pop Montréal

Semana passada, de quarta a domingo, aconteceu aqui o festival Pop Montréal. Um zilhão de bandas, umas 3 ou 4 que eu conhecia. A vedete era o show do Arcade Fire, que atraiu umas 100 mil pessoas pra Place des Arts, mas que eu perdi porque fiquei atolado no trabalho.

Mas aconselhado pelo bom Cavinato, na sexta fui ver o show do Stephen Malkmus, no Theatre Corona. O lugar é um teatro centenário, muito bonito, pena que não consegui captar nada com a câmera do celular. O show foi bem massa, não conhecia muito mas gostei. O que me impressionou foi que tinha pouca gente. Umas 300 pessoas no máximo. Não me impressionou porque achei que fosse ter mais, afinal com duzentas opções no mesmo horário é meio foda encher todos os lugares, mas porque o show foi muito divertido e descontraído, quase como se o cara tivesse tocando pros amigos. Pra quem, como eu, curte muito mais festas em ambientes menores, mais discretos e intimistas, é o ideal.

Ainda tinha outras coisas que eu queria ver, mas nem o orçamento nem a disposição física ajudaram.

Aí uns registros meia-boca do show.

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Comiccon Montréal

Sábado foi dia de Paraíso Nerd: Comiccon é muito massa, e isso que eu nem coleciono HQs ou sou fã de Star Wars. Massa conhecer uns Bedeístas novos e comprar coisas legais pra casa, tipo as duas almofadas que agora adornam meu sofá. A frase mais ouvida: “HOW COOL IS THAT?” e algum cosplay muito foda passando. Me dói a alma ainda não ter uma câmera decente pra registrar esses momentos. Metade das fotos do celular sairam borradas. Ruim pra vocês, que não ver o belo exemplar de Chun-li que eu vi. Segue o que deu pra salvar.

Cindy at Comiccon

Ghostbusters

Delorean

Delorean2

Batmovel1

Batmovel2

Batmovel3

Link coletando itens

Hans Donner?

Não poderia faltar.

Sabre de Luz pegado

R2D2

Again, com a Landspeeder.

Que fofo!

Tomando partido.

E pensar que ela nem queria ir.

Vejam minha velocidade ao entrar na foto. Rá!

O cogumelo combina bem com a minha camisa, ein?

 

Por hoje é só pessoal. Desculpem as fotos ruins. Câmera começa a subir vertiginosamente na lista de prioridades.

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Férias, flores e submarino

#POST FLASHBACK#

Tinha deixado alguns posts como rascunho aqui, vou publicando assim que subirem todas as fotos. Segue o primeiro, que se passa no longínquo julho de 2011.

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Com a Cindy tendo uma folguinha do seu trabalho de 70 horas por dia, fomos passar uns dias em Rimouski, cidade dos pais dela. Lá encontramos um casal de amigos que também estavam de férias, Benoit e Anne Marie, que participaram com a gente da sequência de eventos do final de semana.

O que há pra se dizer a respeito é que a família da Cindy é incrivelmente simpática e receptiva. Do tipo que não te deixa ir embora nunca e faz de tudo pra tu te sentir à vontade. Os principais eventos familiares se deram em torno da casa de verão de uma tia da Cindy, que fica em Métis. A região é toda muito bonita, é o estuário do Rio Saint Laurent, que já é tão largo nessa parte que quase não se vê o outro lado. Os locais chamam de mar mesmo, nem é mais rio.

Cabe contar também de dois passeios muito legais que fizemos no final de semana: os Jardins de Métis, cujas fotos farei um post à parte, porque são muitas, e o submarino Onondaga, que a cidade comprou da marinha e transformou num museu.

Algumas fotos do final de semana:

Maison à Métis

Casa da praia: Benoît, Cindy, Arianne, Mireille e Anne Marie.

metis plage

Praia em Métis

Farol de Point-au-Père

Cindy com Guy e Mireille, aqui já nos Jardins de Métis.

Anne Marie, Benoît e Cindy

E o Submarino Onondaga.

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Megabrands

Oi. Tempo né? Pois é. Basicamente faltando tempo pra escrever aqui e a razão é simples: comecei a trabalhar. O que prova que todo blogueiro é vagal (brinks migos, não me difamem).

Mas de fato comecei a trabalhar aqui. Design gráfico de embalagem dos brinquedos pra crianças com mais de 5 anos. O ambiente é demais, brinquedos por todos os lados. Mas nada vem sem poréns, e no meu caso é que a fábrica fica do outro lado da cidade, o que me toma, num dia bom e de pouco tráfego, no mínimo 1 hora para ir e outra pra voltar. Na média, 1h e 10, 1h e 15. Hoje, chovendo e frio, 1h 30 até que foi razoável. No inverno, prevejo ter muito tempo pra ler no metrô/ônibus. Por enquanto tenho feito uma parte do trajeto, equivalente à primeira perna do metrô, de Bixi, o que me faz fingir que to fazendo exercícios. É ok até, 30 min de manhã, 30 de noite.

Além do trabalho + transporte, que já seria suficiente pra chegar em casa desmontado, as últimas 2 semanas de trabalho foram bem puxadas por conta de um encontro de todos os vendedores aqui, onde foram apresentadas todas as linhas de brinquedos do ano que vem. O que quer dizer que tudo tinha que estar pronto, embalagens inclusas, e assim fomos nós trabalhando 12 horas por dia pra dar conta. Mas agora com a normalidade retomando seu lugar, devo me apresentar com mais frequência por aqui.

Hoje também retomo meu curso de desenho e logo mais recomeço o inglês também. E quem sabe role algum esporte também no futuro próximo.

Enfim, os dias estão simplesmente lotados, o que é bom afinal, ameniza um pouquinho a saudade dos amigos.

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The sofa-lit incident

Episódio traumático, a chegada do sofá. Agora que ele está no seu lugar e eu posso me espichar nele pra ver TV com uma cerveja, já é possível ver só o lado bom: estamos prontos para receber visitas.

A história foi que queríamos um sofá bom, fácil de limpar (a faxineira somos nozes) e com uma cama confortável pra receber os amigos. A Cindy cresceu o olho pruns sofás de couro, mas 2 mil doletas por um novo ficava meio fora do orçamento, então antes de apelar pra Ikea ela resolveu procurar nos usados. E o incrível foi que ela achou. Um sofá grande, bonito, de couro, por um preço que batia até os sofás da Ikea. Uma francesa voltando pra França e querendo se livrar do trambolho. Negócio fechado, fomos atrás de alguém pra fazer o transporte do dito cujo. Entre as opções, optamos pela mais barata né. E aí entendi porque se paga 2 mil pra loja vir largar um sofá novinho na tua sala sem tu mexer um dedo.

O fato é que não era bem uma empresa de transporte. Eram o equivalente daquela belina transformada em caçamba com uma placa escrito FASSO CARETO. Como contratamos por telefone, não tinha muito como saber, mas eu devia ter desconfiado quando falei pro cara que era pesado e que precisaria de uns cintos pra carregar com as costas e o cara disse que “Mais non, un sofa n’as pas besoin de tout ça”. Cindy e eu fomos antes pra embalar o sofá, tentando evitar o massacre do pobre couro velho na tentativa de tirar o sofá do apartamento da francesa através de um corredor onde não passavam duas pessoas lado a lado. Chegou o tal do carregador querendo cagar regra e bancando o experiente, o que já me irritou de pronto. Começamos a mexer o dito cujo, e depois de 20 minutos de levanta, empurra, gira, torce e vai o sofá saiu do prédio.

Colocamos no chão pra olhar o estrago e dito e feito: todo lanhado (mas ao menos nenhum rasgo). “Mais non, c’était déjà comme ça!”, diz o cara. Daí tu quer xingar 10 gerações da família de um desgraçado desses, mas na hora o francês não sai, óbvio. Deixa quieto e vamos embora, já que não vai adiantar chorar o couro desgarrado.

Chegamos no nosso apê, subimos o coiso, passamos porta adentro e rá, quem diz que passa no corredor? Bom, ao menos não do jeito que o “gros con” queria né. Aí, olhando embaixo do sofá me dou conta que toda a armação de ferro da cama, a parte pesada do troço, é parafusada. Ou seja, desparafusável. Falo pro cara que dava pra ter tirado aquilo tudo e ter feito muito menos força, e ele responde como se fosse óbvio: “Ben oui!”

POR QUE NÃO FALOU ANTES, FILHODAPUTA!?

Numa tentativa desesperada de passar o sangue que estava na parte raivosa do cérebro pra parte que pensa, digo pra Cindy mandar o velho se sumir com os 50 pila dele (porque eu não entendia nada do que ele dizia e vice-versa) e começo a tirar a cama de baixo do sofá. 10 minutos depois, cama a parte, sofá leve e solto, boto ele de pé e passo pelo corredor com a naturalidade de um muçum na laje molhada (ok, menos do que isso, mas ainda assim).

Nossa sala e futuro quarto de visitas.

Fim do drama: agora vamos gastar a diferença de não ter contratado uma transportadora decente pagando alguém pra arrumar as marcas no sofá. Ao menos não são tão grandes e visíveis, dá pra dizer que foi uma boa compra.

Experiência acumulada: PRO em subir/descer escadas com coisas pesadas; + 1 nível em não contratar manés; e o mais importante, ter um lugar pra receber as visitas. Agora é só vocês aparecerem. :)

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Desenho

Com a casa mais ou menos habitável, é finalmente hora de começar a organizar a vida de verdade e botar em prática umas coisas que estavam em stand by. Vários cursos de várias coisas nos planos, procurar um trabalho (e conseguir um, de preferência), além de terminar de ajeitar a casa, mudar as plantas de tomate que comprei pra potes maiores (prioridade 1).

Primeira delas: comecei um curso de desenho. Do básico, nível jardim 1. Mas tudo nessa cidade pára nessa época do ano, então meu curso teve um intensivo de 5 aulas em julho e continuará em setembro.

Até lá espero superar esse combo cone/cubo/esfera/vaso aí.

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Montréal

Primeira constatação: chegar nessa cidade é muito bonito. A entrada pela ponte Jacques Cartier, passando em cima da ilha com o parque La Ronde, os prédios do centro da cidade de um lado, do outro as casas tradicionais daqui só com as pontas das igrejas pipocando mais altas, é bem impressionante.

Moramos no bairro Hochelaga, que era um bairro meio trash em fase de recuperação, mas que eu to achando bem massa. Tem quase tudo que se possa imaginar em termos de facilidades da vida moderna em volta. Metrô à 10 minutos. Vários ônibus por perto também.

Também moramos pertinho do estádio olímpico, jardim botânico e mercado público Maisonneuve, além de uma penca de parques e praças menores.

O Marché Maisonneuve não é tão grande, nem tem tanta variedade, mas ainda assim é muito tentador. Tudo parece bom lá. Esse é o prédio do antigo marché, que está em reforma, se compram coisas de verdade num anexo mais à direita, que não aparece na foto. Ao fundo o estádio olímpico.

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